Setor que deve contribuir para retomada da economia, a energia solar ganha live especial

out 5, 2020 | Atualidades, economia

 Professor da UCS, Tiago Severo, e Gerente de Negócios em Energia Solar da Sicredi Pioneira RS, Júlia Cornelli, prometem esclarecer dúvidas sobre o tema

        Mesmo comportando índice inferior a 2% na matriz energética nacional, a energia solar centralizada é uma das fontes que mais cresce, junto à eólica, no Brasil e no mundo. O seu diferencial em contribuir para a redução de construção de novas usinas – tanto hídricas quanto termoelétricas – mediante a geração distribuída, pode diminuir a necessidade de investimentos na matriz energética, caso mantenha seu atual caminho de expansão. Segundo informações do Ministério de Minas e Energia, por meio da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a geração distribuída em energia solar vai alcançar 10 gigawatts (GW) de potência instalada até 2029. Em 2020, mesmo impactado pela pandemia, já foi registrada a marca de 3,7 GW no final de setembro. “Portanto, a estimativa da EPE deve ser derrubada facilmente, uma vez que nesse ano tivemos um acréscimo de 1,7 GW na geração distribuída proveniente da energia solar”, acrescenta o professor da Universidade de Caxias do Sul, Tiago Cassol Severo, que coordena o GT (Grupo de Trabalho) Energia, Petróleo e Gás do APL MMeA da Serra Gaúcha.

      O avanço da energia solar no país, bem como o interesse pelo tema, é crescente em todos os segmentos, com proeminência no residencial: até o final de setembro, a potência instalada de sistemas solares atingiu 153 megawatts (MG) e cerca de 33 mil implantações. Com números menores em relação ao residencial, porém em superior potência e investimento financeiro, o setor industrial possui quase 60 MG e mais de 1,4 mil instalações. Enquanto o comercial ultrapassou 184 MG e teve em torno de 7,6 mil instalações. O que esperar do futuro, as tendências em tecnologia, os benefícios proporcionados vão compor a live “Energia solar: a economia que vem do céu”, promovida pela Sicredi Pioneira RS, nesta terça-feira (06/10), às 19 horas, no canal do Youtube.com/sicredipioneirars, aberta ao público. Durante uma hora, o professor e pesquisador, Tiago Cassol Severo, e a Gerente de Negócios Plataforma Energia Solar da cooperativa de crédito, Júlia Cornelli, em formato de bate-papo, ajudarão a levar mais conhecimento sobre o assunto e esclarecer as principais dúvidas de interessados em implantar projetos solares fotovoltaicos.

       Devido à pandemia os Circuitos de Energia Solar, realizados nos 21 municípios da área de ação da Sicredi Pioneira RS, precisaram ser adaptados, dando lugar a este encontro virtual. “Conforme a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) há expectativa de plena ascensão para 2021, pela economia de custos em comparação à energia elétrica, que teve um aumento de 6% neste ano; financiamentos com taxas competitivas e incentivos do Governo Federal, a exemplo da isenção do IOF até 31/12/2020”, enumera Júlia Cornelli. Dispondo de uma das linhas de crédito mais procuradas, voltada ao segmento solar, a Sicredi Pioneira RS já possui mais de 1,5 mil projetos financiados e liberação de R$ 115 milhões em recursos, sendo 53% para Pessoa Física e 47%, Pessoa Jurídica. Com participação de todos municípios da abrangência, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Dois Irmãos, Ivoti e Gramado são destaques. “Concluímos, recentemente, em parceria com UCS e Sebrae/RS, o Programa de Homologação de Integradores (PHI), que gera desenvolvimento sustentável ao mercado por meio da qualificação e certificação de 106 integradores parceiros”, salienta Júlia.

 Fonte de energia limpa e sustentável

        O Brasil possui aproximadamente 90 milhões de unidades consumidoras de energia elétrica e apenas pouco mais de 356 mil fazem uso da energia solar. Localizado em região com alta capacidade de radiação solar, o país tem condições de ver esses números crescerem devido à economia gerada por uma alternativa limpa e sustentável. Responsável por 13% da geração nacional, o Rio Grande do Sul ocupa o 2º lugar no ranking de geração de energia solar, acompanhado de perto pelo estado brasileiro mais rico, São Paulo. “Em território gaúcho, até o final de agosto deste ano, ultrapassamos os índices de 2019”, informa Tiago Cassol Severo, que defende expandir informações sobre o assunto para minimizar receios e evitar interpretações equivocadas quanto a uma realidade mundial. “É preciso mais leitura, conversa e divulgação, pois o desconhecimento desaparece com o tempo”, opina.

       Caracterizado como um mercado dinâmico, as tendências surgem com a mesma rapidez, a exemplo de painéis solares mais potentes e eficazes, a partir de tecnologias diferenciadas com menor impacto sobre sombreamento, variação térmica e maior durabilidade na sua geração. Os inversores estão sendo equipados para reduzir perdas, otimizar resultados de geração e, principalmente, oferecer maiores garantias. A própria mudança na legislação do setor, prevista para 2021, não inviabiliza, no entendimento de Tiago, a instalação da energia solar na geração distribuída. “Pessoas físicas e jurídicas que implantarem, ainda em 2020, têm garantia de 25 anos no atual status da legislação, que é a mais competitiva possível. Mesmo assim, se houver alterações, a energia solar permanecerá com bom retorno financeiro e fortemente incentivado pelos financiamentos a juros baixos e condições de parcelamento”, argumenta.

        Dicas que antecedem a efetiva instalação do projeto solar – como buscar integradores sérios e desenvolver projetos solares dimensionados para sua região e consumo, atendendo às especificações técnicas do local da instalação – também serão abordadas na live desta terça-feira. “As pessoas têm muitas dúvidas: algumas acreditam que energia solar no RS é fraca, cara ou só funciona no calor. Esperamos contribuir para que os participantes possam tomar decisões adequadas à sua necessidade e ainda farão muito bem à sustentabilidade de nosso planeta”, conclui Tiago Cassol Severo.

 

 

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